Estamos assistindo mais uma perseguição do PIG ( Partido da Imprensa Golpista ) e da oposição, além de jornalistas mal informados e mal intencionados, a respeito do polêmico livro didático de português do MEC “Por uma Vida Melhor”, o qual é acusado de promover e incentivar os erros de português.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, em um comentário diz que essa perseguição possui um “viés fascista”, usando com exemplo de referência Hitler e Stálin, e segundo suas declarações, “pelo menos Stálin lia os livros de seus inimigos antes de persegui-los, ao contrário de Hitler”, rebatendo as críticas de muitos que sequer leram o livro.
“Já faz mais de 15 anos que os livros didáticos de língua portuguesa disponíveis no mercado e avaliados e aprovados pelo Ministério da Educação abordam o tema da variação lingüística e de seu tratamento em sala de aula. Não é coisa de petista.” afirma Marcos Bagno, escritor, tradutor, lingüista e professor da UNB.
O livro é destinado a alunos do EJA ( Educação de Jovens e Adultos) que em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda e pouco estudo. Nas aulas de docência em que participei, com propósitos freireanos, sempre aprendemos que devemos levar para a sala de aula temas e formas de aprendizagem que façam parte da realidade dos alunos, para que encontrem ressonância nas atividades e participem através de algo que faça parte do seu dia a dia. Desta forma, o livro faz com que essas classes populares possam se reconhecer no material didático. Não é por menos que a Associação Brasileira de lingüística defende o livro do MEC afirmando que está em acordo com os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) --normas a serem seguidas por todas as escolas e livros didáticos. E muito bem lembrado pelo colunista Ciro Fabres na Coluna Mirante do Jornal Pioneiro do dia 2/06, na página 12 do livro em questão cita que: “Como a linguagem possibilita acesso a muitas situações sociais, a escola deve se preocupar em apresentar a norma culta (ao aluno), a fim de empregá-la quando necessário.”
Alguém que não deve ter entendido, ou lido o livro foi o vereador Harty Moisés Paese (PDT) que pediu uma moção de contrariedade ao livro, sendo aprovada, por outros vereadores que creio também não se deram ao trabalho de ler. Para o vereador estas flexibilizações da gramática são criminosas, como divulgadas na coluna Mirante do jornal Pioneiro, porém sua moção, segundo a vereadora Denise Pessoa (PT), está recheada de erros de português, erros de pontuação, crase. Se realmente existem todos esses erros, senhor Paese, então o senhor é um criminoso também.
Querem acabar com a linguagem popular, ou não passa de uma perseguição puramente política, pois o bem estar e a educação do brasileiro não estão em jogo nesse embate. Provavelmente existem erros de português neste texto, mas quem ler irá entender, concordar, ou não, vai de cada um.
Por: A.M.P