domingo, 5 de junho de 2011

A Moção com erros ortográficos de Paese

No último post comentamos sobre a perseguição política ao livro do MEC destinado ao ensino da língua portuguesa pra alunos do EJA.

Em Caxias do Sul o nobre vereador Paese destila vêneno a linguagem popular e a flexibilidade da língua em uma moção de repúdio ao livro, no mínimo contraditória, com os tão abomináveis erros ortográficos também!

Abaixo o link da moção para análise:

http://www.camaracaxias.rs.gov.br:81/ControlDoc.nsf/94fbe1bc804a95560325702d00475dcc/3F089AA156FC3F9F832578A30055657B

 




Por: A.M.P.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Vereador Paese ao estilo faça o que digo, não faça o que eu faço


Estamos assistindo mais uma perseguição do PIG ( Partido da Imprensa Golpista ) e da oposição, além de jornalistas mal informados e mal intencionados, a respeito do polêmico livro didático de português do MEC “Por uma Vida Melhor”, o qual é acusado de promover e incentivar os erros de português.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, em um comentário diz que essa perseguição possui um “viés fascista”, usando com exemplo de referência Hitler e Stálin, e segundo suas declarações, “pelo menos Stálin lia os livros de seus inimigos antes de persegui-los, ao contrário de Hitler”, rebatendo as críticas de muitos que sequer leram o livro.

“Já faz mais de 15 anos que os livros didáticos de língua portuguesa disponíveis no mercado e avaliados e aprovados pelo Ministério da Educação abordam o tema da variação lingüística e de seu tratamento em sala de aula. Não é coisa de petista.” afirma Marcos Bagno, escritor, tradutor, lingüista e professor da UNB.

O livro é destinado a alunos do EJA ( Educação de Jovens e Adultos) que em sua grande maioria, são pessoas de baixa renda e pouco estudo. Nas aulas de docência em que participei, com propósitos freireanos, sempre aprendemos que devemos levar para a sala de aula temas e formas de aprendizagem que façam parte da realidade dos alunos, para que encontrem ressonância nas atividades e participem através de algo que faça parte do seu dia a dia. Desta forma, o livro faz com que essas classes populares possam se reconhecer no material didático. Não é por menos que a Associação Brasileira de lingüística defende o livro do MEC afirmando que está em acordo com os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) --normas a serem seguidas por todas as escolas e livros didáticos. E muito bem lembrado pelo colunista Ciro Fabres na Coluna Mirante do Jornal Pioneiro do dia 2/06, na página 12 do livro em questão cita que: “Como a linguagem possibilita acesso a muitas situações sociais, a escola deve se preocupar em apresentar a norma culta (ao aluno), a fim de empregá-la quando necessário.”

Alguém que não deve ter entendido, ou lido o livro foi o vereador Harty Moisés Paese (PDT) que pediu uma moção de contrariedade ao livro, sendo aprovada, por outros vereadores que creio também não se deram ao trabalho de ler. Para o vereador estas flexibilizações da gramática são criminosas, como divulgadas na coluna Mirante do jornal Pioneiro, porém sua moção, segundo a vereadora Denise Pessoa (PT), está recheada de erros de português, erros de pontuação, crase. Se realmente existem todos esses erros, senhor Paese, então o senhor é um criminoso também.

Querem acabar com a linguagem popular, ou não passa de uma perseguição puramente política, pois o bem estar e a educação do brasileiro não estão em jogo nesse embate. Provavelmente existem erros de português neste texto, mas quem ler irá entender, concordar, ou não, vai de cada um.

Por: A.M.P

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Carta compromisso do 1º Encontro de Blogueir@s e Tuiteir@s do RS

(Câmara Municipal de Porto Alegre – 29 de maio de 2011)
O 1º Encontro de Blogueir@s e Tuiteir@s do Rio Grande do Sul se constitui baseado na convicção de que a comunicação é um direito universal. No Brasil, no entanto, ela é tratada como um produto, de acordo com a lógica de mercado, que transforma direitos em privilégios de uma pequena parcela da população, tornando-se, assim, uma ferramenta de opressão e marginalização. Para que todos e todas tenham acesso não apenas a uma informação qualificada e plural, mas à produção de conteúdo, defendemos a participação de toda a sociedade no debate da comunicação que queremos. É nesse contexto que se inserem os meios digitais, como uma alternativa democrática e acessível para ampliar as vozes e tornar a comunicação efetivamente um direito de todos os setores da sociedade.
Para que seja garantido o acesso e a pluralidade da comunicação, defendemos:
1. Discussão com a sociedade civil organizada para a criação do Conselho Estadual de Comunicação, discutindo a execução de políticas públicas para democratizar a comunicação digital, garantindo a ampliação do acesso aos meios de expressão.
2. Políticas públicas para a comunicação e os comunicadores e as comunicadoras digitais, que levem em consideração a necessidade de capacitação e investimentos, para viabilizar e qualificar a produção de conteúdo web, e a democratização das verbas de publicidade.
3. Políticas de empreendedorismo, fomento e formalização, de forma que os comunicadores e as comunicadoras digitais possam cumprir as necessidades legais para a plena prestação de serviço.
4. Capacitação, organização e articulação coletiva e permanente da rede #BlogProgRS, por regiões do estado e temas de intervenção, além da interação com os movimentos sociais.
5. Um serviço público de banda larga para acesso domiciliar e em espaços públicos, que garanta a ampla transmissão e recepção de conteúdos multimídias, como um direito universal para todos e todas.
6. Inclusão digital com políticas públicas de acesso, em espaços com conteúdo e projeto pedagógico, quando possível, em articulação com a educação popular e formal, para qualificação e formação continuada de comunicadores e comunicadoras digitais.
7. Garantia da liberdade de expressão e livre circulação da informação, pelo bem da democracia e do livre debate, contra iniciativas de cerceamento na internet, como o AI5 Digital, a censura exercida pela mídia tradicional sobre a Blogosfera e a criminalização dos blogueir@s.
8. Manutenção da neutralidade na rede, pela igualdade de condições de acesso a todas as informações disponíveis na internet.
9. Revisão da Lei de Direito Autoral para a ampliação da produção, do compartilhamento e da distribuição de conteúdo.
10. Uma Lei de Meios para regulamentar a comunicação, que combata os monopólios e garanta programação regionalizada, diversificada e qualificada.