quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

El analfabeto político - Bertolt Bretch



El peor analfabeto
es el analfabeto político.
Él no oye, no habla
ni participa en los acontecimientos políticos.

No sabe que el costo de la vida,
el precio de los frijoles, del pescado,
de la harina, del alquiler, del calzado
y de las medicinas
dependen de las decisiones políticas.

El analfabeto político es tan animal
que se enorgullece e hincha el pecho
al decir que odia la política.

No sabe el imbécil que
de su ignorancia política proviene
la prostituta, el menor abandonado,
el asaltador, y el peor de los bandidos,
que es el político aprovechado,
embaucador y corrompido,
lacayo de las empresas nacionales y multinacionales.

Eduardo Galeano


Pobres,
lo que se dice pobres,
son los que comen basura y pagan por ella como si fuese comida.

Pobres,lo que se dice pobres,
son los que no tienen tiempo para perder el tiempo.

Pobres,lo que se dice pobres,
son los que no tienen silencio ni pueden comprarlo.

Pobres,lo que se dice pobres,
son los que tienen piernas que se han olvidado de caminar,
como las alas de las gallinas se han olvidado de volar.

Pobres,lo que se dice pobres,
son los que comen basura y pagan por ella como si fuese comida.

Pobres,lo que se dice pobres,
son los que tienen el derecho de respirar mierda,
como si fuera aire, sin pagar nada por ella.

Pobres,lo que se dice pobres
son los que no tienen más libertad de elegir entre uno y otro canal de televisión.

Pobres,lo que se dice pobres,
son los que viven dramas pasionales con las máquinas.

Pobres,lo que se dice pobres,
son los que son siempre muchos y están siempre solos.

Pobres,
lo que se dice pobres,
son los que no saben que son pobres. (E. Galeano)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

UNICEF confirma que Cuba es el único país sin desnutrición infantil. Para el 2015 eliminarán la pobreza.


De acuerdo con el documento, 28% de estos niños son de África, 17% de Medio Oriente, 15% de Asia, 7% de Latinoamérica y el Caribe, 5% de Europa Central, y 27% de otros países en desarrollo.
En el último informe del Fondo de las Naciones Unidas para la Infancia (UNICEF) titulado de “Progreso para la Infancia un Balance sobre la Nutrición”, determinó que actualmente en el mundo existen 146 millones de niños menores de cinco años con problemas de graves de desnutrición infantil. De acuerdo con el documento, 28% de estos niños son de África, 17% de Medio Oriente, 15% de Asia, 7% de Latinoamérica y el Caribe, 5% de Europa Central, y 27% de otros países en desarrollo.
Cuba sin embargo no tiene esos problemas, siendo el único país de América Latina y el Caribe que ha eliminado la desnutrición infantil, todo esto gracias a los esfuerzos del Gobierno por mejorar la alimentación, especialmente la de aquellos grupos más vulnerables. Además, la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO) también ha reconocido a Cuba como la nación con más avances en América Latina en la lucha contra la desnutrición.
Esto se debe a que el Estado Cubano garantiza una canasta básica alimenticia y promueve los beneficios de la lactancia materna, manteniendo hasta el cuarto mes de vida la lactancia exclusiva y complementándola con otros alimentos hasta los seis meses de edad. Además, se les hace entrega diaria de un litro de leche fluida a todos los niños de cero a siete años de edad. Junto con otros alimentos como compotas, jugos y viandas los cuales se distribuyen de manera equitativa.
No por nada la propia Organización de las Naciones Unidas, (ONU) sitúa al país a la vanguardia del cumplimiento de materia de desarrollo humano. Y por si fuera poco para el año 2015, Cuba tiene entre sus objetivos eliminar la pobreza y garantizar la sustentabilidad ambiental.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sonho

Sonhei que o Poeta Mario Quintana
Pensou, certa vez,
Enterrar a Poesia,
E erigir-lhe um jazigo,
Com a inscrição:
“Aqui jaz a Poesia”.

No momento em que ia
Executar seu projeto,
Viu um cachorro
Dormindo numa calçada.

Desistiu
Do enterro.

Declarou singelamente:
Enquanto os cachorros forem aliados
Da Poesia,
Ela não morrerá (Armindo Trevisan)

Gato Afrodescendente; O Multividas do Subúrbio

Sou gato, grato, multi-vidas, muitos vícios, vários vácuos em mim perdidos.
Sou sex-simbol e símbolo de azar, pretinho, básico, de arrasar.
Sou branco de alma, azul de fome-de-saber, rosa quando feminino devo ser.
Sou amarelo, índio, misto, pardo pra valer, mulato claro, moreno escuro,
Caboclo, cafuzo, confuso, sarará, infinito e além, saravá, shalom e amém.
Mas acima de tudo, sou negro, essa é minha cor, já minha raça é gato, por favor.
Sou carioca da gema, hoje sem algema, sou “váriox serex”, assim “mermo”
Sou terra sem lei, sem eira e nem beira, bola de pelo que não segue termo.
Sou músico famoso, cantor de telhado, faço voz e vídeokê.
Sou lúdico e despentelhado, com gaita, sem gata, sei lá o por quê.
Não sou de dormir muito e esclareço pra você
Apenas descanso os olhos, e sonho enquanto isso me proponho a fazer.
Sou livre de corpo e calda, não tenho casa, moro andando.
Aliança não me castra, só amar pra mim já basta, eu me mando.
Sou leve, sou solto, podes crer, perdoo quem me deve, cobro só por prazer
Sou raro, único na verdade, odeio quem muito late, e pouco tem a dizer.
Não morri todas as vezes que posso, mas renasço a cada nova lua cheia
Com ou sem lençol e meia, com veste de lã ou qualquer outro troço.
Sou da favela, do gueto, da falada da noite, do antimedo, da sacada
Sou do Rio, das minas, de seu São sabe-se lá o que, sei lá.
Sou do Brasil, de Moçambique, Dinamarca, amigo da nobreza.
Sou de Passárgada. Um dia vou-me embora para lá.
Sou eu, sou teu, sou breu de assustar
Sou mel, sou céu, sou noite de luar. (Poesia de rua)

Poema para uma amada invisíve

Dos cantos dos teus lábios, escorre a melodia-mel que me encanta 
Da tua alegria, de quem descobre o mar, ao frio aquece e ao medo espanta 
Da tua cor de noite, em luas gêmeas, sobre sorriso cândido disputam o iluminar 
De tua voz serena e sem pressa, de um quase sono a me ninar. 
Das palavras, tão tuas, mais tão tuas, que já até em mim entoam. 
Dos desejos, tão meus, mas tão seus, pois de ti ressoam. 
Dos teus vários eus, escolho não um, mas todos, e também meus tantos hei de conhecer 
De tão longe te ofereço, um coração que faz poemas pra teu riso o fazer bater. 
De todo esse seu todo, que mal o mundo o contém. 
De que só admirar, graça alguma tem.

O que quero de você

Quero que você me diga quando descobrir o que quer de mim.

Quero que me ache sem noção e desequilibrado.

Quero que me beije, de rosto em pé e inclinado.

Quero lamber teus olhos e beijar invertido.

Quero sambar contigo sem ficar constrangido.

Quero poemas sobre mim em seu blog. Ainda mais se ninguém puder entender.

Quero fazer amor com você e ser pervertido quando achar que devo ser.

Quero receber suas ligações e torpedos.

Quero entrelaçar mais vezes nossos dedos.

Quero que se jogue sem saber se vou te segurar ou não.

Quero sentir o calor de seu ombro e tocar sua mão.

Quero te dar poesia, respiração ofegante e sorriso.

Quero ouvir teus não-sei. Pois assim eu decido

Quero que seja preta e marrenta, pois gosto disto.

Quero que conte trechos de filmes que eu já tenha visto.

Quero ler livros ao telefone com você e quero ainda mais que pague por eles.

Quero que me pergunte sobre lugares, antes de ler a placa deles.

Não quero fingir que nos encontramos ao acaso.

Não quero que diga que confia em mim quando não confia.

Não quero me dar sem te receber em troca.

Não quero ficar na sua mão, se você não estiver disposta a ficar no meu bolso.

Não quero esperar horas por resposta de um e-mail seu.

Não quero que seja só porque eu quero que você seja.

Não quero fazer rima do que não quero de você.

Quero que seja apenas você. E tudo o mais que desejar ser.

Quero que queira tudo o que quer de mim, portanto que tudo seja pra valer.

Ei Burguês!

Tenho-te aqui meia dúzia de porquês:

Por que tu, que já foste um revolucionário hoje és só ex ?
Por que vós que lutastes contra a monarquia, viveis todos como reis?
Por que no seu mundo-burgo o povo além de servo é freguês?
Por que tu que não segues uma regra se quer, és o que inventas as leis?

Ei burguês,

Desculpe-me se minha meia-dúzia não tem seis
É que não aprendi a contar na mesma escola de vocês
E meus filhos que tinham tudo pra serem pretinhos como os pais
Tem tanta fome, que já perderam a cor sua tez.
Pois a cada salário ínfimo que passa tem mais dia no meu mês

Ei burguês, por que nunca me ensinaram que:

Em toda história do mundo, quando pela primeira vez o poder sair das mãos de uns poucos, e a maioria puder ter voz, e nós (o povo) teremos vez?

Pra eu viver melhor, tenho apenas que extinguir o patrimônio privado e quando tudo a todos for dado, acabará minha tacanhez.

Poesia

Poesia

poesia não é pastel
pra sair na hora.
Aflora.
Além da pressa
e da demora,
no vão do tempo
e da memória.
No substrato da ideia
a imagem
busca o trajeto.

Poesia não é projeto
a ser aprovado
por acadêmicos
mal humorados,
inchado de tanto saber.
No bastidor de um gemido,
dançam várias palavras
que trazem algum sentido
ao vazio do texto.

Poesia não é pretexto
para comer mulheres.
No tilintar dos talheres,
na dissonância das falas,
no alvoroço dos carros
é que a poesia acontece.

Desce e dobra a esquina,
bebe um rabo de galo
acende um velho cigarro
e vai encontrar o poeta
que dorme sob a sarjeta.

Poesia não é gorjeta
pra ser dada em sinal fechado.
E esse anjo
sentado ao meu lado
disse ser poesia
a explosão do silêncio.

história de grandes judeus

O primeiro deles foi Moisés, que tem revelação no alto do monte Sinai e ergueu as mãos para o alto a fim de receber a lei. E dá a primeira grande explicação da vida: “Tudo vem do céu”. A seguir é a vez de Salomão. Ele baixa as mãos do céu para a própria fronte; “Tudo vem daqui... da sabedoria, da luz, da justiça e da inteligência. Tudo vem da cabeça”. Poucos anos passaram e um Cristo fez a mão descer da cabeça ao coração. “Tudo é amor. Ama teu próximo como a ti mesmo. Tudo vem do coração”, coisa, aliás, que funcionou às mil maravilhas até que surgiu um Marx, que fez a mão descer ainda mais, até o estômago. “Tudo está aqui. Os verdadeiros conflitos, o significado dos sentidos e filosofias da vida estão na economia. Aqui, tudo está na barriga.” Mas não tardou e apareceu Freud. Deixa a mão escorregar ainda mais para baixo, com todo respeito, até as partes, enfim, libertinas, amatórias. Explica: “O sentido profundo de tudo está aqui, no sexo”. A esta altura aparece Einstein e lhes dá um basta: “Atenção rapazes! Cuidado: Tudo é relativo”.
                                      (Do livro “A cabeça de Alvise” de Lina Wertmiller- ed. Record.)
E nós que ainda temos um pouco de lucidez, que poderíamos dizer hoje diante deste mundo-sociedade: “Tudo é banal! Tudo é virtual! É preciso consumir”!
Um pequeno texto de Epicuro
Deus quer impedir os males e não pode, ou pode e não quer, ou não quer e nem pode, ou quer e pode.
Se quer e não e não pode é impotente: o que é impossível em Deus. Se pode e não quer é invejoso: que do mesmo modo é contrário a Deus. Se nem quer e nem pode, é invejoso e impotente: portanto, nem sequer é Deus. Se pode e quer, o que é a única coisa compatível com Deus, donde provém então a existência dos males? Por que razão é que não os impede?”

Uma declaração de Darcy Ribeiro

“Vida, seja qual for, é uma coisa boa. Eu adoro viver e vou tirar dela tudo o que puder, lendo, entendendo, comendo, saboreando e namorando. Não tenho medo da morte, porque, quando ela vier, viro um objeto que esfria para ser comido pelos corós. Essa situação não me preocupa. Se por acaso Deus existe, apesar de até hoje não ter me dado nenhuma prova disso, vou falar com ele de homem para homem e vamos nos entender”.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

dois anos Inativa

Apesar dos pesares, com reformas feitas e também reformas que precisariam ser feitas, algumas publicações sem um ponto de vista político partidário, com algumas exceções,bem poucas. Estamos completando dois anos desde a primeira publicação, agradecendo a todos que contribuíram com textos e comentários, e até mesmo aqueles que só olharam de vez em quando em suas horas vagas. Colocaremos novamente o Inativa Funcional em atividades e contamos com a colaboração de todos que queiram ajudar, seja com textos, com pedidos, com críticas e com pequenas olhadas.
Gratos