Neste dia 1º de março, iniciaram as aulas na maior universidade da região, a Universidade de Caxias do Sul, muita festa na recepção dos calouros em todos os campigns núcleos, shows, telão, chocolates, e etcs. Junto com a festividade foi lançado o primeiro número de 2011 do jornal institucional da universidade chamado Atos & Fatos, um boletim semanal que circula dentro da instituição.
A capa do jornal traz um pequeno texto sobre a universidade e a palavra do REItor.
No primeiro momento, o texto que abre o impresso traz o título de “Compromisso com a qualificação”, alguns trechos podemos destacar como por exemplo:
“...a UCS segue construindo sua trajetória com projetos e ações focados na formação de profissionais e cidadãos capazes de atender às demandas da sociedade...”
Podemos entender então o sucateamento das disciplinas de humanas, pois a sociedade caxiense valoriza o mecanizado aluno para o trabalho, para a “lida do campo” não um aluno que saiba pensar, e que tenha um senso crítico apurado, apenas que saiba trabalhar bem.
“...os acadêmicos contam com uma série de serviços, facilidades e novidades. Todas com um objetivo: qualificar e difundir o aprendizado nas áreas de ensino, pesquisa e extensão...”
A novidade todos nós sabemos, a abusiva decisão dos cortes das cotas de impressão, (que foi renegociada graças a ação rápida e direta do DCE, mas mesmo assim saímos perdendo) que não nos facilita em nada na nossa qualificação, como se já não bastasse o aumento do R.U. (Restaurante Universitário), que se tornou um dos R.Us mais caros do estado, e o aumento abusivo das mensalidades., uma castração atrás da outra no ensino desta famigerada universidade.
“...criação de uma ouvidoria e da Central de Atendimento ao Aluno, que visam ampliar a comunicação entre a Universidade e seus diferentes públicos...”
Com 44 anos de vida a nossa universidade não possuía uma ouvidoria, de repente melhore a aclamada comunicação, pois os estudantes sabem das decisões, que influenciam diretamente na sua vida, da noite para o dia, tornando-se um comunicado, não existe a conversa entre cúpula-estudante, isso é apenas possível depois dos comunicados, o estudante não é convidado para a conversa sobre assuntos referentes à universidade, decisões são tomadas a luz da unilateralidade. A comunicação anda meio falha.
Vamos a palavra do reitor:
“...Temos a missão de produzir e socializar o conhecimento e, para isso, contamos com infra estrutura, professores e funcionários qualificados...”
As bolsas de estudo existentes na universidade são frutos do Pró-Uni, e da lei de filantropia que destina uma porcentagem do arrecadado da universidade, para as bolsas, por tanto, essa socialização é obrigatória, não encontramos outro modo praticado pela UCS para socializar este conhecimento, pelo contrário, apenas encontramos entraves, cada vez maiores.
No quesito infra estrutura, tente conversar com algum aluno do campus 8, que estudam em meio a insetos e toda fauna existente nas redondezas, e salas sem a menor ventilação. Alunos nos relataram que, ou se passa calor, ou se deixa esses insetos entrarem na sala de aula, além de estudos ao som de vacas e ovelhas, e o pequeno monopólio de uma lancheria apenas, por preços exorbitantes, sem comentar outros problemas e os outros campigs núcleos.
Para o tema dos professores, horas de pesquisas foram cortadas e muitos professores foram e vão ser demitidos, para melhor entender um caso, acesse este link:
http://inativafuncional.blogspot.com/2010/12/quem-perde-e-quem-ganha-na-ucs.html
A universidade se encontra numa péssima situação, devido à sucessão de más administrações e a continuidade dessas más administrações por parte do nosso reitor, fechando o ano de 2010 com um défict em torno de 13 milhões, além do anuncio de investimento zero neste ano, mesmo com o grande aumento das mensalidades do ano passado. Já vimos algo semelhante com a ULBRA que quase fechou as portas, será que a UC$ pegou o mesmo caminho?
A.M.P.
ótimo texto.
ResponderExcluirÓtimo texto. Faltou alguma consideração sobre a casa do estudante que não existe na UCS apesar da quantidade de alunos vindos de outras cidades, ampliando assim, a lista de insuficiências da universidade para com o estudante.
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