terça-feira, 7 de dezembro de 2010

PRENDERAM O BANDIDO?

Historicamente os processos de administração dos países já sofreu diversas alterações até chegar nesse capitalismo “democrático” no qual vivemos; ao nascer desta gestão os apoiadores da monarquia pela Europa e America do Norte afirmavam ser esse processo um passo atrás, claro que especulavam isso chamando os governos democráticos de baderna, porém a historia pode seguir adiante graças a corrupção e comprovada exploração daqueles senhores feudais.
Na terça-feira, 07 de dezembro de 2010, a Interpol prendeu Julian Assange, criador de um site que denuncia com documentos secretos as manobras que alguns países ditos democráticos utilizam para manter seu sistema, assim como a oligarquia fizera no passado, e suprimir o surgimento de gestões que vão de frente com a sua utopia neo-liberal, contraditoriamente utopia essa que prega o livre mercado (hoje mais controlado pelo governo do que na era feudal). Centenas de cidadãos foram mandados a fogueira ou perderam suas mentes pensantes na lamina da guilhotina por falarem de um sistema com distribuição mais justa e combaterem os podres do império, da igreja, dos bancos e empresarios burgueses.
Certamente os governantes que há dias vem buscando maneiras de desvalorizar as informações compartilhadas por Assange, estariam de foices na mão e colocando seus corpos para combater a falsa divindade dos reinados mercantilistas, agora prendem o maior delator da corrupção e do jogo sujo, aplicado como se o mundo fosse um tabuleiro de WAR, por EUA e Inglaterra desde a criação da OTAN para dividir e conquistar as Americas, Africa, Oceania e Asia, fazendo das pessoas meras ferramentas de produção com prazo e preço.
Se olharmos apenas os fatos da historia, sem contar os relatos tanto dos vencedores como dos vencidos, vemos que os arquivos secretos circulantes pela internet não são mais do que as provas que os movimentos de esquerda europeu sempre buscaram para barrar o capitalismo, por séculos, talvez desde Spartacus, que a exploração do homem pelo homem vem sendo questionada e combatida, todo ano são greves, revoltas, manifestações; todo dia são economistas, filósofos e trabalhadores os questionadores e vitimas da política violenta do estado moderno e de forma natural também agressores do mesmo em busca de uma gestão que acompanhe a evolução. Pessoas como Julian Assange. Pessoas como eu ou você que não agüentam mais saber que são humilhadas todos os dias e pagam com o seu suor e fibra moral o bem estar de políticos, generais e outros novos senhores feudais, aprendizes dos reis de outrora e demagogos que afirmam ser representantes divinos do poder popular. Postos em cheque usam os mesmos movimentos antigos para comprovarem a validez do seu sistema, recebem as denuncias do erro e ao invés de preparar o conserto isolam o cagoete, transformando-o em herói para uns e bandido para outros através da nossa NADA informativa rede de comunicação também atrelada ao monopólio e servente do dinheiro. No passado foi possível trocar a administração da Europa utilizando a insatisfação da população para matar reis e em seguida a própria população descrente com a recém chegada “democracia popular” que era na verdade burguesa. Atento para o fato de que um banco inglês mandou um telegrama para os bancos americanos na época da abolição, acalmando o fato: “...nao se preocupem, pois o dinheiro é a nova escravidão...”.
Com tantos fatos históricos do abuso de poder e abafo das denuncias de erro da nossa retrograda política fica uma pergunta no ar, sem distinção de esquerda ou direita. Quem é o criminoso no caso Wikileaks, Assange, delator da corrupção ou os corruptos governos ingleses e americanos que agem de forma secreta através da OTAN, ONU, OMC, UNICEF e outros?

Por P. B.

Nenhum comentário:

Postar um comentário